jan 212018
INSETOS NO CARDÁPIO
O uso de insetos na alimentação humana é uma realidade em muitos países. Existe até uma recomendação da FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, para o
consumo de insetos por se tratar de uma rica fonte de proteínas. Por exemplo: a cada 100 gramas de barata da espécie cinéria, 60 gramas são de proteína. Em 100 gramas de grilo há 48 de proteína. Já no caso de 100 gamas de boi ou frango, há 20 gramas de proteína. E no porco são 18 gramas de proteína. Mas os insetos precisam passar por um rígido controle de criação para servir de alimento.
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O professor, biólogo e agrônomo Ramon de Minas coordena no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, uma pesquisa para explorar o potencial dos insetos na alimentação humana. Entre
os animais pesquisados está o tenébrio, conhecido como besouro da farinha, onde é usado na fase de larva, que, segundo o professor, tem um sabor mais suave do que o besouro adulto. Os tenébrios são criados no meio da ração, à base de trigo, milho, vitaminas e minerais. Já as baratas são criadas em caixas de ovos sobrepostas e amarradas com barbante. A estrutura fica dentro de uma vasilha onde tem comida e água à disposição. O professor trabalha com três espécies de baratas caseiras, que as pessoas estão acostumadas a ver. Pelo menos duas vezes por semana, as caixas onde elas são criadas passam por uma limpeza. No mesmo sistema de produção das
baratas estão os grilos.
Os insetos viram alimento de fato na cozinha experimental, onde os insetos ficam 48 horas só com água e sem comida, para que todos os excrementos sejam eliminados. Depois desse
processo, os bichos são abatidos através de congelamento. Os insetos já mortos são fervidos e desidratados em estufa e as amostras dos insetos desidratados são trituradas e viram uma farinha, que é analisada no laboratório de química. O critério são as normas de qualidade exigidas nos alimentos em geral e só depois de aprovados no laboratório os insetos podem ser usados na alimentação.
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Em muitos países, é comum comer insetos. A FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, estima que dois bilhões de pessoas no mundo consomem algum tipo
desses animais. Na Ásia, nos Estados Unidos, os insetos estão no cardápio ou misturados a outros alimentos. Em algumas partes do Brasil é comum comer bundinha da formiga tanajura, a saúva ou um tipo de cupim. Ingredientes que hoje já são utilizados em receitas de grandes chefes.
O chefe e dono do restaurante D.O.M, eleito o nono melhor restaurante do mundo, Alex Atala, foi o primeiro a quebrar o paradigma da alta gastronomia quando serviu uma formiga amazônica crua em cima de um cubo de abacaxi como uma de suas sobremesas, ao preço de US$ 200. Para quem se recusa a comer insetos inteiros, alguns restaurantes de São Paulo oferecem experiências mais suaves. A hamburgueria Meats, propriedade do chef Paulo Yoller, oferece um hambúrguer
livre de gordura e feito com base de vinagrete de formigas.
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São pratos pra lá de exóticos e caros, não é mesmo? Você teria coragem de experimentar?

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